terça-feira, 9 de março de 2010

White Knight Complex

Um artigo muito interessante na TechRepublic:

"During tough times, many entertainment firms have attempted to get their company moving forward by appointing new bosses. But recent reports show this approach isn’t working. Although the new chief may be able to stop the bleeding temporarily - the underlying problems will ultimately return.

I call it the White Knight Complex. Appointing an individual to turn around a bad business or failing organization is like looking for a white knight who will come in and save the day for everyone. The new guy will fix it! Or, he’ll (in this sector it’s a guy) know how to get us back on track!

And for a while everyone will be enamored with him. But history shows that executive changes alone rarely make much difference over the long run. That’s because just changing the top dogs doesn’t address one of the key rules of management. Ultimately, the organization is doomed to continue repeating a boom and bust cycle while missing a great opportunity for long-term growth."

Podem ler o resto do artigo em: http://blogs.techrepublic.com.com/tech-manager/?p=3122&tag=nl.e106

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Ordenamento do território

O desastre que aconteceu na Madeira evidencia a desastrosa capacidade do ser humano em não aprender com o passado. Este fenómeno na Madeira é recorrente, há registos históricos desde a primeira colonização da Ilha e só aconteceu porque mais uma vez por incúria das autoridades.
Qualquer especialista em ordenamento do território ao passar pela Ribeira Brava, por exemplo, diria que algo estaria mal, o leito da ribeira tinha sido modificado de modo a que não tivesse caudal suficiente para uma calamidade destas. E esta situação repete-se em todo o território, de modo que de tempos a tempos ficamos espantados com estas coisas; enfim, quase todos ...

Será que é desta que se apuram responsabilidades sobre as causas destes incidentes? Ou vamos continuar a fazer asneiras e a remediar ?
Mesmo nos casos de danos materiais já seria uma muito mau não aprendermos com os erros, mas o grande drama nestas alturas é se perdem vidas humanas ... A questão é: até quando?

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

O calendário e o seu impacto ...

O calendário que hoje todos usamos em todo o mundo, nem sempre foi igual em todos os países, parece uma autêntica anedota mas cada país começava o ano em seu dia. Assim os cavaleiros da Idade média que viajassem de Inglaterra para Portugal via França e/ou Espanha apanhavam 3 calendários: o Inglês, o Francês e o Ibérico.
Ora vejamos:
- Portugal, Espanha e a Prússia (hoje Alemanha/Polónia) iniciavam o ano no dia 25 de Dezembro;
- Veneza iniciava o ano no dia 1 de Março (na altura não havia Itália);
- a França iniciava num dia ainda mais estúpido, porque em cada ano era diferente, o ano começava depois da Páscoa. O que fazia com que houvesse anos com duas Primaveras e anos sem nenhuma ...
- a Russia iniciava o ano depois do Equinócio da Primavera;
- a Inglaterra iniciava o ano no dia 25 de Março! (não sei se é mais ou menos estúpido que a França);

Quando o Papa Gregória XIII decidiu mudar esta brincadeira é incrível como houve países que não aderiram logo, assim, enquanto que em Portugal e Espanha (e outros) logo em 1582 decidiram adoptar o calendário Gregoriano, Inglaterra só em 1752 decidiram que algo não estava bem lá na ilha deles.

A página da Wikipédia tem um interessante artigo sobre isto:
http://en.wikipedia.org/wiki/Gregorian_calendar

O impacto nos dias de hoje desta descordenação global ainda se faz sentir pois quando historiadores estudam datas e acontecimentos, tem sempre que fazer conversões e deduções lógicas cruzadas, cada vez que pretendem provar ou comprovar alguma coisa.
O mesmo se passa hoje no ambiente a nível global e a nível local noutras matérias. Como costumo afirmar, num grupo de dez pessoas, basta um desorganizado para comprometer e baralhar as actividades de todos e a produtividade global.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

O TGV

Primeiro leiam o artigo:
http://dn.sapo.pt/inicio/economia/interior.aspx?content_id=1483900

Depois os parágrafos:
"(...) Ao mesmo tempo criava Fontes Pereira de Mello o ministério das Obras Publicas que ele mesmo ia gerir, dava à construção das estradas um impulso extraordinário e inaudito, gastando só num ano em estradas 413 contos de réis, soma enormíssima para um tempo em que a receita geral do Estado não subia a mais de 10.000 contos, e introduzia enfim os caminhos de ferro em Portugal contratando com uma companhia a construção das linhas férreas de Norte e Leste, criava o estudo da indústria e da agricultura em Portugal, fundando o Instituto Industrial, Instituto Agrícola e as quintas regionais, criava o conselho de obras públicas. A tudo atenda a sua actividade exuberante e que dificuldades tinha de superar, que preconceitos a vencer, que rotina a destruir! Que oposição encontrou aqui como em toda a parte a ideia fecundíssima dos caminhos-de-ferro! Como ele teve de lutar na câmara, onde os mais moderados diziam que bastava um caminho-de-ferro ao país, ao que ele respondia que muito lhe custava a contentar-se com dois. E as estradas que brotavam por toda parte, modificando completamente as condições económicas do país! que transformação incalculável, que tornou esse período tão brilhante, tão jubiloso e tão florido de esperanças que não foram iludidas, mas cuja realização foi estragada por tantos males imprevistos! (...)"
http://www.arqnet.pt/dicionario/pmelo_fontes.html

Teremos aprendido alguma coisa com o tempo? Iremos cometer os mesmos erros? O que foi erro e o que não o foi?

Organização e telemóvel

O que faz um telemóvel a dois tipos de pessoas distintas: uma meia organizada e outra meia desorganizada?
Bom, o resultado, pelo que tenho observado é absolutamente fantástico, cada uma destas pessoas se moverá para cada um dos lados da típica escala de 8 a 80.
A pessoa meia organizada tende a usar esta nova ferramenta para organizar ainda mais a sua vida usando agenda, contactos, lembretes (como detesto esta palavra...), alarmes,etc; portanto este indivíduo tende a ir para o 80.
A pessoa meia desorganizada move-se no sentido inverso, com o telemóvel deixa de planear o que quer que seja e tem a falsa sensação de poder controlar facilmente: combina tudo na hora, organiza tudo na hora, recombina, reorganiza, muda, etc; portanto este indivíduo tende a ir para o 8.
Há vezes em que não compreendo como podiam viver certas pessoas nos anos 80, em que de antemão combinávamos encontrarmo-nos às XX:00 em algures, para depois irmos fazer não sei o quê ...