segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Organização e telemóvel

O que faz um telemóvel a dois tipos de pessoas distintas: uma meia organizada e outra meia desorganizada?
Bom, o resultado, pelo que tenho observado é absolutamente fantástico, cada uma destas pessoas se moverá para cada um dos lados da típica escala de 8 a 80.
A pessoa meia organizada tende a usar esta nova ferramenta para organizar ainda mais a sua vida usando agenda, contactos, lembretes (como detesto esta palavra...), alarmes,etc; portanto este indivíduo tende a ir para o 80.
A pessoa meia desorganizada move-se no sentido inverso, com o telemóvel deixa de planear o que quer que seja e tem a falsa sensação de poder controlar facilmente: combina tudo na hora, organiza tudo na hora, recombina, reorganiza, muda, etc; portanto este indivíduo tende a ir para o 8.
Há vezes em que não compreendo como podiam viver certas pessoas nos anos 80, em que de antemão combinávamos encontrarmo-nos às XX:00 em algures, para depois irmos fazer não sei o quê ...

David Suchet

Para quem gosta de Hercule Poirot é fantástico notar que o actor, David Suchet - a quem publicamente presto homenagem pelo seu fantástico desempenho na série - é inglês e o seu sotaque é puramente britânico. Como podem ver neste video:
http://www.youtube.com/watch?v=KkCdDffb4LE
Mas como estamos habituados à sua representação, no inicio, quem não está familiarizado, começa por pensar: "Xiiii, mas é a mesma pessoa!?"

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Uma reunião de 15 minutos...

Há dias atrás, numa destas tecnologias, um ex-colega e amigo contou-me que desde que tinha saído de uma empresa cá em ilha para ir lá para fora, nunca mais as reuniões de trabalho tinham durado a eternidade que cá duram; no caso dele, duram normalmente cerca de 15 minutos.
Dá que pensar ... só 15 minutinhos ...
Mas é toda uma cultura e hábitos de gestão diferentes que culminam no belo número de minutos de uma reunião.
Há cerca de um ano atrás, confirmando ou antecipando isto mesmo, na Formação de Formadores, o Formador tinha dito também que as boas reuniões preparam-se de antemão, não é algo que cai do céu as trambolhões, como é hábito na ilha esperarmos...
Mas afinal o que é uma boa reunião? E como se prepara?
Uma boa reunião não é mais do que o encontro de duas ou mais pessoas com vista a decidirem sobre algo. Não é o que normalmente se encontra: amena cavaqueira, desabafo de opiniões sobre terceiros, local de insultos, troca de experiências, acções de (de)formação(?), etc ...
Para que a reunião decorra no mínimo tempo possível, há que desenvolver acções preparatorias:
- Escrever e distribuir o objectivo da reunião;
- Distribuir tarefas pelos participantes da reunião (com tempo para cada uma);
- Distribuir material de leitura aos participantes: relatórios, artigos, notas, etc;
- Marcar hora de inicio e duração da reunião;
Como devem estar a concluir, cá nesta ilha à beira mar plantada é pouca a malta que cumpre metade destas coisas; bem tinha razão Júlio César que para lá dos Pirenéus há um povo que nem se governa, nem de deixa governar (atenção que, salvo erro, não disse qual era o povo...).
Ora contribuem para este estado de alma cá na ilha vários factos mundanos que todos junto foram uma panóplia de hábitos difíceis de mudar. Vejamos o que temos por cá:
- adoramos chegar em cima da hora ou dez minutos atrasados aos nossos compromissos;
- não fazemos um plano de acções de forma a controlarmos as tarefas na sua exequibilidade e completude;
- gostamos de nos pormos em bicos de pés para dizermos que somos bons em alguma coisa, só para sermos melhor que o vizinho do lado, apesar de não percebermos nada da poda;
- a navegação à vista, enquanto der resultados, é o nosso melhor método;
- achamos que desenrascamos tudo no ultimo momento;
- achamos que uma palmadinha nas costas e algo de "força, estou contigo", motiva qualquer um;
- quando a tarefa é complexa e muito complicada (ou não sabemos fazer) é melhor assobiar para o lado e fingir que não é nada connosco (deixa andar).

Bom, conclusão, quando chegamos às reuniões, dado que nada foi feito como deve ser, acontecem as coisas que sabemos: discussões, quem é responsável, o que fez, o que falta fazer, etc, etc. Portanto, o problema está na gestão corrente das nossas tarefas do dia-a-dia e não no simples facto da reunião demorar uma tarde inteira.
Quando há problemas é notório que, não há preparação, as tarefas ficam normalmente a meio e adoramos experimentar a transmissão de pensamento; isto provoca que cada um de nós ande sempre em modo "Bombeiro" em constante emergência, correndo de um lado para o outro, praguejando a cada momento; nada é pensado do princípio ao fim, apenas numa óptica de navegação à vista e quando é muito complicado vamos a Fátima ou chutamos para o vizinho do lado ...

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

A mania das Conspirações

Convenhamos, toda a gente gosta de uma história cheia de peripécias, pode ser romântica, com acção ou aventura, cheia de terror e calafrios, ou então com muito mistério, enganos e conspirações.
Ora, ao longo dos tempos temos assistido sempre a uns macaquitos que vem sempre com umas histórias fantásticas sobre uma qualquer conspiração sobre algo de banal.
E como a malta gosta de histórias, comemos aquilo e ficamos às vezes baralhados entre o que é ficção e o que é realidade (lembram-se do Existenz?).
Ora há imensas histórias de teorias da conspiração e aqui deixo algumas:
- O Paul McCartney morreu e os Beatles tiveram que arranjar um sósia, treinando-o para tal. Reza a conspiração que foi numa estrada dessas e que no album Abbey Road se encontram as pistas. Mas isto continua com mais lixo: na capa de alguns discos dos Beatles há uma série de pistas para tal tragédia que prova tal facto. A verdade é que John Lennon e Charles Lutwidge Dodgson (aka Lewis Carroll) eram loucos por coisas deste género e adoravam baralhar a malta. E esta!?;
- A 12ª tribo de Israel fugiu Africa abaixo e fundou a grande civilização do Zimbabwe, construiram um grande palácio em pedra, das únicas ruínas em toda a África e foram muito prósperos. Bom isto não é anedota e foi proposto pelos nossos amigos da onça (os Ingleses) quando chegaram ao interior do continente Africano e viram tais ruinas. Excluíram de imediato que os próprios Africanos nunca poderiam ter construído tal coisa!!! Foi uma estupidez, como é evidente mas dá tema de telenovela;
- Tudo vai acabar em 2012, quando o calendário Maia acabar. Como um colega meu disse, lá porque se cansaram de escrever calendários, agora temos que aturar efeitos especiais em barda no cinema;
- No Peru há umas escavações gigantes, com simbolos do culto dos povos locais que, como seria de esperar, foram feitas pelos extra-terrestres! Mais uma vez tentamos actos discriminatórios e atentatórios da inteligência de outros povos. Já estou como o Quino e a Mafalda: a prova de que HÁ inteligência extra-terrestre é a de que nunca cá vieram. Liiiiivra (dizem eles)!;
- O barco Maria Celeste era um barco que foi encontrado à deriva no estreito de Gibraltar e, claro rezam uma série pequenas histórias sobre tal estranho facto, desde seguros, dívidas, fantasmas, apostas, enfim ... Uma palermice pegada, a verdade é: ninguém faz a menor ideia;
- (ESTA OUVI HOJE NA TELEVISÃO ITALIANA) O Titanic foi sabotado pelo alemães (segundo percebi) que iniciaram os ataques com submarinos no Atlântico. Sinceramente, ainda tenho que perceber o fundo de verdade desta coisa, se é que o há...;

O grande problema desta maluqueira toda é que quando de facto há alguma coisa estranha por detrás dos acontecimentos (o tratado de Tordesilhas, o assassinato de JFK, etc) ficamos de pé atrás sobre qualquer hipotese que surja.
[Piada] Então será que há uma Conspiração por detrás da Conspiração!?
Vejam este divertido vídeo sobre isso mesmo:
http://www.youtube.com/watch?v=UUnzCbJXXOo

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

A fragilidade do ser humano

Afinal a humanidade esteve a um passo de se extinguir e ao contrário do que algumas pessoas pensam, não é dificil.
Eis um excerto do artigo:
"In 1998, Ambrose proposed in the Journal of Human Evolution that the effects of the Toba eruption and the Ice Age that followed could explain the apparent bottleneck in human populations that geneticists believe occurred between 50,000 and 100,000 years ago. The lack of genetic diversity among humans alive today suggests that during this time period humans came very close to becoming extinct."

Supervolcano eruption -- in Sumatra -- deforested India 73,000 years ago